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Um bom projeto luminotécnico faz toda a diferença na decoração. Ele é essencial em uma obra e deve levar em consideração o ambiente e como ele será usado. Por isso, muito mais do que escolher o lustre preferido, é importante atentar para as necessidades dos espaços. Conversamos com a arquiteta Luiza Salles e ela compartilhou com a gente algumas dicas. “A iluminação é essencial em um projeto. O toque final é a iluminação”, conta a profissional.

Para cada ambiente, um tipo de luz

Ambientes como cozinha pedem luz branca

A primeira questão é se atentar ao ambiente para o qual será escolhida a iluminação. Cozinhas e locais de trabalho pedem um ambiente mais claro e com luz branca, pois as atividades que serão realizadas nesses espaços requerem atenção. Os ambientes como quartos e salas pedem uma iluminação mais intimista e acolhedora. Nesse caso, é possível criar uma iluminação indireta, com uso de cenas, e privilegiando os tons mais amarelados. Esses são os princípios básicos da iluminação e devem ser sempre levados em consideração.

Índice luminotécnico

A cor e a intensidade da luz dependem de cada ambiente

“Para cada ambiente existe uma quantidade de luz ideal e por meio do estudo do índice luminotécnico, baseado em cálculos, é possível saber a forma certa de iluminar cada espaço”, explica Luiza Salles. A arquiteta lembra que o gosto individual também deve ser levado em consideração, pois há quem goste de ambientes mais claros ou escuros. A iluminação influencia também na limpeza do ambiente, quando temos mais claridade o ambiente fica mais limpo. 

“O índice luminotécnico não é influenciado apenas pela quantidade de luminárias, mas também pela qualidade da lâmpada, o que faz toda a diferença. Sou fã de criar temas, pois acho que a iluminação tem o poder de transformar o ambiente, deixando-o mais acolhedor. É um dos princípios da decoração. O que seria de um belo revestimento se não fosse uma boa luz para destacá-lo?”, ressalta Luiza.

Tendências na iluminação

Os lustres em metal e metalon chegaram com tudo

Quando o assunto são as tendências na iluminação, Luiza destaca a onda do estilo industrial, que trabalha com material bruto, como concreto aparente, pé direito mais alto e sem rebaixamento. A aposta do mercado são as luminárias que consigam atender a essa tendência, com uma fiação mais bonita quando aparente. 

Entram  em cena os lustres mais robustos, na cor preta e materiais como o metal ou metalon. “Ao mesmo tempo que temos a tendência do preto, o rosé faz um contraponto e também tem sido o queridinho dos projetos, assim como o dourado ou os materiais que se parecem latão. Tem para todos os gostos”, destaca Luiza.

O dourado e o rosé também são tendências

A profissional conta que desde o ano passado a iluminação vem ganhando ainda mais peso nos projetos. Ela destaca o uso de gaps, que são rasgos de luz que cortam o ambiente e estão sendo muito usados.

Outro ponto de importância é o índice de reprodução de cor da lâmpada. “A lâmpada precisa ser de boa qualidade pois isso vai influenciar na tonalidade de pele da pessoa e na cor dos objetos. Se o índice de refração for baixo, você vê as cores diferentes. Então, a influência da cor é importante, especialmente nos projetos de lojas, onde esse índice deve ser levado em consideração para a exposição dos produtos”, acrescenta Luiza.